COLONIZADORES

 

Luso-brasileiros - 1815

Os primeiros homens civilizados que desbravaram as matas do território iunense foram os construtores da Estrada Real São Pedro de Alcântara, liderados pelo tenente-coronel Ignácio Pereira Duarte Carneiro. Eram portugueses e brasileiros. Os primeiros moradores foram os membros das famílias contratadas para cuidarem dos quartéis e os soldados destacados para a guarnição da Estrada Real São Pedro de Alcântara.

Após a abertura da estrada, o Governador Rubim espalhou a noticia de que as águas do rio Pardo eram amarelas porque seu leito era repleto de ouro. Surgiram assim, os aventureiros “faiscadores”. Posteriormente, em 1830, surgiu novamente a febre do ouro com algumas pepitas encontradas nos rios Castelo e Pardo e a chegada de novos mineradores à região.

 

Os Mineiros

Em quase sua totalidade, as primeiras famílias que se transferiram para o território do Rio Pardo eram mineiras. Muitos foram os fatores que motivaram a movimentação dos fazendeiros com suas famílias e escravos pela Estrada Real São Pedro de Alcântara, à procura do Sertão do Norte.

Algumas famílias se transferiram apenas pelo espírito de aventura, como foi o caso dos Ferreira Valle, Mariano Pereira, Ribeiro de Almeida, Moraes.

Outro fator foi a Revolta dos Liberais, quando alguns fazendeiros mineiros estavam descontentes com o Governo Imperial e apoiaram as forças revolucionarias. Com a derrota, se viram constrangidos a venderem suas terras e se mudaram para outras localidades.

Foi nesse contexto que, originários do Serro, se transferiram para Rio Pardo: Florindo Antonio de Freitas, João Pedro Machado, Joaquim Antonio de Toledo, Vicente Antonio da Silveira Leite, Manoel Goulart da Silveira, João Candido da Silva, José Pedro de Alcântara e Manoel Francisco de Paula Cunha, desertor da Guarda Nacional, fugitivo da Guerra de Santa Luzia, em 1842, dentre outros.

Muitas outras famílias mineiras, da região do Serro, Juiz de Fora, Torreões, São João Del Rey, Ponte Nova, Porto Seguro de Minas, Leopoldina, Alvinópolis, dentre outras, ouvindo falar do “Sertão do Norte” resolveram se transferir para o sul da Província do Espírito Santo.

A Estrada Real São Pedro de Alcântara era a via que, partindo de Outro Preto, atravessava a vasta região banhada pelos rios Pardo e José Pedro, mais conhecida como “Sertão do Norte”. Foi assim que muitos mineiros se inscreveram como colonizadores em solo espírito-santense, notadamente da região de Rio Pardo, hoje Iúna.

 

Guerra do Paraguai

A guerra do Paraguai foi o maior conflito armado de nível internacional ocorrido na América do Sul. Foi travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta por Brasil, Argentina e Uruguai e se estendeu de dezembro de 1864 a março de 1870. Os aliados derrotaram o Paraguai após mais de cinco anos de lutas durante os quais em torno de 150 mil brasileiros foram enviados à guerra. Cerca de 50 mil não voltaram.

À medida que davam baixa do exercito, os voluntários da pátria e soldados da Guarda Nacional que lutaram na guerra do Paraguai retornavam às suas vilas e cidades de origem. Muitos receberam de S.M. o Imperador D. Pedro II, sesmarias em áreas desabitadas.

Alguns desses ex-combatentes deixaram suas vilas em Minas e utilizando a Estrada Real São Pedro de Alcântara, se dirigiram para o Sertão do Norte, na Província do Espírito Santo, ou seja, a vasta extensão territorial entre o rio José Pedro e o rio Pardo.

Dentre os remanescentes da Guerra do Paraguai podemos citar: Capitão João Ignácio de Almeida, Coronel Francisco Justo, Capitão João Osório Pereira, Tenente Antonio Ambrosio Leite, Capitão Euzébio de Aquino Leite, dentre outros.

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